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VISAGEM "uma aparição no cemitério"

VISAGEM "uma aparição no  cemitério"
Essa história se passou no tempo em que meu era morador novo na beira do Rio Araguaia em seu sítio.
Meu avô era um homem alto e magro e corajoso.Não acreditava em nada que não pudesse ver com seus próprios olhos.Seu nome era José de Souza Milhomem,mas todos o chamavam,até mesmo por causa do sotaque local de Zé Milomi e eu me referirei a ele por este nome.
Certa vez choveu muito naquela região e um raio caiu sobre uma grande árvore na frente de um cemitério,quebrando-lhe um dos galhos.Depois disso o que se seguiu foi uma sequência de aparições de uma mulher de branco que se elevava do chão rumo ao céu,derrubando homens de suas montarias.Isso acontecia em noites de lua cheia e ventanias que eram muito comuns naquela época do ano.
Meu avô era um homem que tinha um certo respeito naquela região e despertava admiração de uns e ódio de outros.Mas estava sempre na dele sem se importar,com a opnião de quem quer que se desagradasse de seu jeito.Levava uma vida tranquila de roceiro e embora não tivesse muitas posses sempre recebia bem os que chegavam a sua casa, mesmo que não os conhecesse.
Certa manhã um dos moradores dos arredores,chegou afobado e gritando:
-ZÉ MILOMI, ZÉ MILOMIII ! Grita esbaforido o chegante.
-CARMA HOMI O QUE SE ASSUSCEDEU? Procurou saber o meu avô
era Daqui pra frente o relato não leva em conta o sotaque.Só o fiz pra quem ler ter uma idéia de como se falava na região.Poi,s bem...
-A mulher de branco, alma penada do cemitério, queria me levar com ela!
-Então ela deve ser feia?Zombou meu avô e ja soltando uma gargalhada assim:
- ha hai,homem de Deus.
-Zé você não brinque com essas coisas homem!
-ha hai,homem se ela não era bonita porque tu não foi com ela.
-Rapaz ,uma hora ela vem te pegar pelos pés aí você vai ver uma coisa!Disse o homem zangado.
-Hum que nada,homem ela é que vai ver uma coisa maior ainda, quiá,quiá,quiá,quiá..
-Véio deixa dessas zombaria que eu já tô arrepiada.Bronqueou minha vó.
Meu avô parou com a gozação pra escutar o resto da história do sujeito e quis saber o que aconteceu de uma vez. O homem senta com os bofes quase saindo pela boca e conta a história assustadora.
-Aconteceu que ontem quando ia chegando perto da entrada do cemitério a danada me aparece atrás da árvore grande e quase me mata de susto e o cavalo também! O danado além de me derrubar, saiu na disparada e tive que voltar pra casa aquelas horas a pé.
-E a tal mulher?Quis saber minha vó.
-E eu sei lá! Saí numa carreira tão grande que nem dava pra meu cavalo me alcançar imagina uma mulher morta? Nessa hora não deu pra segurar.Meu avô caiu pra trás num acesso de riso e tosse que foi preciso minha vó socorrer com uns tapas nas costas e um copo de água.
-Depois ele pediu desculpas e eles continuaram a ouvir a história do aflito homem.
-Ao terminar a história meu avô diz ao pobre homem:
-Olha seu Mulato,você me conhece e eu sei que o senhor não é de mentir,mas nessas histórias de visagem eu não acredito! No que retrucou o outro:
-É, acreditar você não acredita,mas coragem de ir lá você também não tem,né?
-Pois amanhã é noite de lua cheia e ela deve estar por lá !
-Pode deixar que eu vou dar uma prozeada com essa tal de branco aí que anda assustando vocês.
-Olha ,ocê pode ir mas vai só! Disso o assustado cidadão.
-Pois bem,amanhã vou pegar o mimoso e vou lá! Mimoso era o cavalo do vovô.
-Conforme for,eu já trago ela pra cá e despacho essa véia aqui.
-Se tu entrar aqui com essa visage ,tu nem precisa me despachar porque eu vou tá muito longe daqui.E pelo tempo que ela deve estar morta,que Deus me perdoe,mas faça bom proveito da fria.Disse minha vó,se benzendo e meu avô ria de cair e tossindo até precisar de socorro.
-Nisso foi embora o homem dizendo que queria ver se ele ia rir assim depois de ver a tal.
-Cruz credo !Diz o hoem e minha vó quase ao mesmo tempo.
Eis que cai a noite e pra complicar as coisas uma garôa fina com o vento forte que a acompanha.Mas meu avô está decidido a ter certeza da visão de todos os que já viram a tal mulher de branco.
Minha avó sempre ficava de cabelos em pé com estas histórias e ficava rezando pra pedir proteção ao seu marido.
Meu avô não demorou muito, pois o tal cemitério não ficava mais de três quilômetros da casa.E chega com um sorriso de deixar minha vó mais ainda curiosa.Quando ele contou a minha vó o acontecido,ambos riram muito e foram dormir esperando que o dia amanhecesse logo pra contar a todos a novidade.
Logo de manhã chega João mulato que queria saber o acontecido.Quando é recebido por meu avô,recebe uma ordem pra juntar todos os homens que viram a tal mulher pra que todos vissem o que ele viu. Ficou combinado que a noite todos iam lá pois era uma sexta-feira e a lua cheia estava no fim de seu ciclo.
Já era noite caindo quando chegaram todos os homens e seus cavalos. Todos e suas armas na mão.
Meu avô previniu a todos que mais importante, que que as armas era que todos segurassem seus cavalos pra não cairem como das outras vezes,pois é o que ele tinha feito.
-Mas como ela é,Zé?Perguntou um dos mais curiosos.
-Ah,não se preocupem, vocês vão conhecer com seus próprios olhos.
Nisso todos se benzem.
-que atrapalha é essa chuva de vento e trovoada diacho!
-Não essa é a melhor parte da história pessoal.Disse minha vó a todos.
-Ué Zé, ela foi junto?
-Hum, quá! 6 acha que ela ia ter coragem pra isso? ( esse "qua" do meu avô era como um "ora")dos tempos mais modernos.
-Ela não foi mas eu contei a ela o que vi.
Sem mais prosa foram todos a caminho do cemitério.
Chegando ao local da aparição meu avô grita pra todos se seguram bem nas rédeas porque os cavalos vão se assustar.Em meio a trovoadas,a chuva e vento forte e lua cheia acontece o que todos viram e se admiraram:Vocês devem estar lembrados do raio que caiu na árvore grande,pois é.De trás daquela árvore havia um pé de bananas bem grande que começou a aparecer em função do galho que o raio, derrubou.
Então bateu um vento forte na bananeira,a folha da mesma se deslocou e fez com que a água da chuva, refletisse , o clarão da lua o que fazia com que os cavalos se assustassem e pegava desprevenidos seus donos, que caiam e tinham que sair correndo assustados também .Pois não tinham coragem de ver o que aquele clarão.
Aí meu avô lhes disse:-Taí a mulher de branco de vocês!E caiu na gargalhada e todos aos poucos o fizeram também.E esta foi mais uma ação do meu avô que ganhara mais respeito a admiração dos demais e esta história se espalhou pela região causando mais inveja em seus desafetos,que sempre sabiam dessas notícias de seus admiradores que espalhavam essas e outras dessas ainda escreverei aqui .
Espero que tenham gostado.


Por
Wils Millucci









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# Enviado em Segunda 07 Abril 2008 04:46
Modificado em Segunda 07 Abril 2008 07:51

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